quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Roberto Ramalho reafirma a utilização política do SAS

Essa nota de esclarecimento sobre o SAS foi feita recentemente em função da tentativa frequente de exploração política do caso:

"O ex-Prefeito de Itapetininga, Roberto Ramalho Tavares, repudia veementemente a tentativa frequente de envolver o nome dele em suspeita de irregularidades que pesam sobre o funcionamento do SAS- Sistema de Assistência Social e Saúde, pois acredita que o objetivo real é única e exclusivamente atingir a imagem e a honra dele.

É sabido que a imprensa tem noticiado que o ex-prefeito, Roberto Ramalho, tem sido convidado para disputar novamente a Prefeitura de Itapetininga nas próximas eleições e a alusão do envolvimento de seu nome com as irregularidades do SAS nesse momento, pode esconder, na verdade, interesses políticos da pior espécie, para serem explorados eleitoralmente, pois seus adversários sabem – e a história comprova – depois que se lança uma mentira, ou se comete uma injustiça, é muito difícil e demora muito tempo para que a verdade se estabeleça. E esse é um dano irreparável.

No caso do SAS, ao final do processo judicial, temos certeza que será reconhecido que os atos do ex-prefeito foram executados dentro da legalidade.

A tentativa de usar a justiça e a setores da imprensa com fins eleitorais é antiga. Os opositores do ex-prefeito sabem que o “tempo da justiça” é “diferente do tempo político”.

Como exemplo, citamos a estratégia maldosa utilizada pela oposição na campanha eleitoral de 2004.

Naquele ano, com o objetivo de impedir sua candidatura a prefeito e cassar o mandato, a oposição se utilizou desse procedimento, quando inventaram que o vice à época – Alceu Nanine- tentou comprar votos com sacos de cimento. A imprensa noticiava amplamente a questão e a ação eleitoral – favorável à candidatura -  somente foi concluída em 2005, ao final do primeiro ano de mandato.

Mas tem mais exemplos.

Teve também o caso da terraplenagem que a prefeitura executou para a implantação de um novo supermercado na cidade. Mais uma vez envolveram o nome do ex-prefeito Roberto Ramalho com amplo noticiário na imprensa. Ao final a justiça foi feita e foi demonstrado a legalidade de seus atos.

Agora outro mais recente: O caso dos relatórios de gestão, período 2005-2012, documento importante que foi elaborado pela Prefeitura para ser distribuído em nossa cidade. Lembram? Pois também nesse caso fizeram ampla divulgação, apreensão do material, etc. Ao final aqui também se fez justiça e foi comprovado que todos os atos do prefeito foram executados dentro da mais absoluta legalidade.

Tem outro ainda: agora durante a campanha para deputado federal, de 2014, a oposição também entrou com processo junto a justiça eleitoral, com o único objetivo de causar prejuízos políticos. Em função disso a candidatura ocorreu com a condição de “recurso”. Os fatos e a jurisprudência existente dava como certo que não haveria problemas, que tudo não passava de uma estratégia da oposição, mas a decisão judicial –favorável à candidatura a deputado federal e a validação dos votos candidatura, frise-se - somente foi publicada em janeiro de 2015, após, portanto, as eleições – como a oposição imaginava que ocorreria. Esse era o objetivo real: confundir, iludir os eleitores.

Agora, pergunta-se: Alguém viu, leu ou ouviu alguma notícia a respeito informando que em todos os casos tudo não passou de estratégia política. Que todos os atos do ex-prefeito Roberto Ramalho foram todos legais?

Respondemos: Não, porque a imprensa somente divulgou os ataques e não divulgou o final dessas histórias.

Voltando ao SAS. Trata-se de um caso bastante complexo, que envolve várias cidades, grande número de pessoas, políticos, deputados e funcionários estaduais, que são citados no processo, sem, contudo terem sido indiciados.

No caso de Itapetininga, segundo relatórios e documentos da Comissão de Acompanhamento da Prefeitura – responsável pelo contrato do SAS - , a preocupação era com a prestação dos serviços e com o valor pago e/ou repassado pela Prefeitura ao SAS e as informações disponibilizadas pela Secretaria de Saúde do Município eram de que os serviços eram prestados conforme contratado, ou seja, que as metas de atendimento e a prestação de serviços médicos estabelecidos no contrato de atendimento eram cumpridas pelo SAS.

Além disso, outra informação que era dada ao prefeito era de que os recursos repassados ao SAS eram inferiores aos repassados a outras instituições que operavam hospitais de porte semelhante ao de Itapetininga, ou seja, o SAS cobrava “mais barato” do que as demais instituições. Como a informação enviada ao ex-prefeito era de que os recursos repassados eram inferiores quando comparados com hospitais semelhantes, não lhe ocorreu – nem a nenhuma das instituições envolvidas na fiscalização - a possibilidade de haver desvio de recursos.

E isso é verdade quando há informações que os valores pagos às instituições que sucederam o SAS para prestar serviços junto ao Hospital Regional de Itapetininga- o Instituto Varti e o São Camilo  - , receberam ou recebem valores superiores. Aliás, se de fato recebem valores maiores para os mesmos serviços porque não estão sendo investigadas? É no mínimo estranho!

A diretriz que o ex-prefeito, Roberto Ramalho, passava para todos os integrantes da administração municipal é trabalhar seguindo rigorosamente a legislação, pois não se compactua com coisas erradas, e todos que trabalharam com ele e o conhecem sabem disso. A determinação era que sempre se apurasse com rigor quaisquer irregularidades constatadas e se adotasse as medidas cabíveis com a punição dos responsáveis, e assim foi feito com a abertura de várias sindicâncias e processos administrativos instaurados em diversas áreas e secretarias apurando infrações funcionais e de outras espécies.  Como resultado, funcionários envolvidos em irregularidades foram punidos de acordo com o que estabelece a legislação, com a aplicação de advertência, suspensão e até mesmo a demissão do serviço público.

Ou seja, o incentivo à transparência, à participação popular e a modernização da administração municipal são medidas necessárias para coibir irregularidades e a capacitação, treinamento e a delegação de tarefas para os funcionários, servidores municipais e demais agentes políticos que atuam na administração pública é um reconhecimento de que não se trabalha sozinho, aliás, sem o trabalho efetivo desses servidores é impossível administrar. São eles que executam, acompanham e controlam os contratos e convênios celebrados entre a prefeitura e as demais instituições.

“Essas ações de ordem política, administrativa e gerencial provam e demonstram com clareza nossa intenção cotidiana, durante nosso governo, de moralizar a administração pública. Afinal, se houvesse qualquer objetivo diferente ou dissonante para quê o esforço que fizemos nesse sentido? O caso do SAS indica, contudo, que precisamos nos esforçar ainda mais no combate ao desvio de recursos públicos e à corrupção, que acaba se aperfeiçoando mais rapidamente que os meios de controle e se aproveita das deficiências técnicas e de fiscalização do poder público, razão pela qual sempre apoiamos as investigações do SAS, porém não concordo com a forma irresponsável com que o meu nome foi envolvido nesse caso.”


Assim, ao final será constatado que a tentativa de envolvimento do nome do ex-prefeito é mais um processo abusivo fadado a ter o mesmo destino dos demais, ou seja, o reconhecimento da legalidade dos atos do prefeito Ramalho."

Pobres prefeitos (*)

Recentemente recebi cópia de um artigo do Dr. José Renato Nalini com o título "Pobres prefeitos". O artigo está disponível na internet em https://renatonalini.wordpress.com/2014/09/06/pobres-prefeitos.

Achei muito interessante e reproduzo:

"Pobres prefeitos (*)
Já foi mais sedutor o chamado para chefiar o Poder Executivo no município brasileiro. Antigamente, autoridade revestia outra simbologia. O Prefeito, o Presidente da Câmara, o Juiz, o Delegado, o Vigário e o Diretor do Grupo Escolar eram respeitados e festejados. A sociedade era relativamente estável. As cobranças por obras e feitos eram respeitosas.
Isso porque na hierarquia dos valores, o trabalho ocupava espaço privilegiado. Quem queria casa primeiro comprava o terreno, suando para pagar as prestações. Depois era a luta da construção, para a qual podiam ser convocados parentes e amigos em mutirões. Não era incomum que o término da obra dependesse dos escassos ingressos financeiros. Mas quando alguém podia entrar numa casa resultante do sacrifício, dormia o sono dos justos.
Hoje tudo é diferente. Os direitos proliferam, se intensificam e legitimam reivindicações ruidosas. Todos têm noção de que o ordenamento jurídico, a partir da Constituição Cidadã, confere a cada ser humano direitos fundamentais que se explicitam em nada menos do que 78 incisos do artigo 5º do pacto federativo. Direitos exigidos sem contraprestação. Direitos a serem fruídos em plenitude.
Ora, ninguém mora na União, nem no Estado. Mora na cidade. Por isso, o Prefeito é o responsável por prodigalizar a fruição desses bens da vida. Para lembrá-lo disso, existem instrumentos também acolhidos na lei. Ação Civil Pública, Mandado de Segurança, Cautelares Inominadas. A “era dos direitos” garante sua concessão a todos, indistintamente. Suplantou-se a fase de que o mérito do ato administrativo era insuscetível de apreciação judicial. Hoje, as políticas públicas são traçadas nos Tribunais.
O Município é a mais prejudicada dentre as entidades da Federação. A União arrecada muito – vide o “impostômetro” da capital paulista, incessante ao registrar o crescimento do Erário – e distribui pouco. Prestações que seriam federais, ou mesmo estaduais, recaem na conta do Prefeito.
Alguém pode dizer: mas no seu tempo, os Prefeitos morriam pobres. Essa é uma outra história. Hoje, os Chefes do Executivo de inúmeras cidades estão desesperados com a multiplicação das demandas da saúde, das moradias, das vagas em creche. E dizem por aí que em relação às Prefeitas, a situação ainda é pior. Mesmo assim, há quem queira ser Prefeito no Brasil de nossos dias."


JOSÉ RENATO NALINI é presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo para o biênio 2014/2015. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br

(*) In: https://renatonalini.wordpress.com/2014/09/06/pobres-prefeitos

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O USO ELEITORAL DA JUSTIÇA E DE PARTE DA IMPRENSA: ESTRATÉGIA DA OPOSIÇÃO.

Preliminarmente é importante constatar que os ex-prefeitos em geral estão sujeitos, principalmente depois do mandato, a responder a procedimentos originados do Ministério Público ou do Tribunal de Contas relacionados a fatos ocorridos durante a gestão dos mesmos.

Normalmente, tanto o Ministério Público quanto o Tribunal de Contas considera que o Prefeito é o “ordenador de despesas”, ou seja, é a autoridade de cujos atos resultam emissão de empenho, autorização de pagamento, suprimento ou dispêndio. (§ 1º do art. 80 do Decreto-Lei nº 200/67).

Por esse entendimento, o “ordenador de despesas” é o agente público com autoridade administrativa para gerir os dinheiros e bens públicos, de cujos atos resulta dever de prestar contas, submetendo-se, por isso, ao processo de tomada de contas, para fins de julgamento perante o Tribunal de Contas.

Resumindo: o prefeito, considerado “ordenador de despesa”, é o responsável por toda e qualquer despesa realizada em sua gestão, incluindo qualquer fato considerado irregular, independentemente se teve ou não participação direta sobre o fato em questão.

Por exemplo, se é constatada qualquer tipo de irregularidade numa licitação, qualquer que seja, é o prefeito que responde perante o Tribunal de Contas – do Estado ou da União, conforme a origem da verba, ao Ministério Público, e eventualmente à Justiça.

Durante o mandato isso não é problema, pois o prefeito dispõe de pessoal, advogados e técnicos, além de informações e toda uma estrutura que permite apresentar esclarecimentos e defesas com mais facilidade, inclusive com a possibilidade de determinar apuração e atribuição de responsabilidades mediante procedimento administrativo próprio.

Terminado o mandato, sem contar com qualquer tipo de apoio ou estrutura oficial, continua responsável perante os órgãos já nominados em prestar informações e esclarecimentos, bem como apresentar defesa, conforme o caso.

Na verdade, perante o Ministério Público, Tribunal de Contas e Poder Judiciário é como se o mandato do prefeito fosse além daquele definido pela legislação eleitoral, se estendendo, por vezes, indefinidamente, fazendo com que o ex-prefeito mantenha vínculo efetivo com o período em que administrou o município, causando em muito casos prejuízos irreparáveis à sua vida pessoal, familiar e profissional.

Esse parece ser um dos principais ônus do cargo. O risco jurídico é real, e nenhum prefeito está livre disso!

Pedindo desculpas, antecipadamente, aos prefeitos meus amigos em citar seus nomes numa pesquisa pouco aprofundada, mas com a única intenção de demonstrar os riscos jurídicos a que estão submetidos todos aqueles que ocupam e ocuparam essa honrosa função pública, ao fazer uma consulta somente junto aos processos do 1º grau no site do Tribunal de Justiça de São Paulo, verificamos, por exemplo, que enquanto respondo em 7 processos – durante ao nossos 8 anos de mandato consecutivos como prefeito de Itapetininga, o ex-prefeito de Sorocaba, Renato Amary, tem seu nome associado a 63 ações judiciais; o ex-prefeito Vitor Lippi, a 43 ações; o ex-prefeito de Itapeva, Luiz Antonio Hussne Cavani, a perto de 70 ações; o ex-prefeito de Itú, Herculano Castilho Passos Junior, a 37 ações; o atual prefeito de Botucatu, João Cury Neto, a 84 ações; e, o ex-prefeito de Tatuí, Luiz Gonzaga Vieira de Camargo, a 66 ações.

Claro que há prefeitos que realmente fazem ou determinam a realização de atos irregulares e contrários à lei, ou a moral, e merecem ser punidos, mas também existem promotores e outros agentes públicos e políticos envolvidos, bem como setores da imprensa que se utilizam de sua função para fins nada recomendados, e se transformam em verdadeiros casos de polícia.

Mas, as agruras dos prefeitos não estão afetas somente aos órgãos nominados. Não podemos esquecer também do TSE - Tribunal Superior Eleitoral. O comentário a seguir, do Ministro Gilmar Mendes, demonstra que a falta de estrutura e recursos adequados, prejudicam os prefeitos do interior:
"O TSE é valente para cassar prefeitos do interior e não age do mesmo modo para prefeitos das capitais e nem Governadores de Estados grandes."

Assim, fica claro o potencial real de utilização eleitoreira da justiça e da imprensa, pois os opositores e adversários de má-fé sabem que o “tempo da justiça” é diferente do “tempo eleitoral”.

Da mesma forma acontece com parte da imprensa. Quantas vezes para vender jornal ou dar audiência colocam uma manchete na primeira página que não condiz com o texto? Quantas vezes erraram com informações falsas, parciais ou incompletas – propositalmente ou não – causando graves prejuízos a pessoas e instituições?

Muitas vezes uma pessoa vê a manchete sensacionalista, mal intencionada, e não lê o texto ou assiste a matéria completa. Na verdade a comunicação é uma área complexa e a oposição também sabe disso, se aproveitando de suas falhas e particularidades para atingir seus objetivos eleitoreiros, nesse caso, normalmente associados a prejudicar a honra e a dignidade das pessoas aos quais desejam atacar – ou “desconstruir a imagem”, como dizem os marqueteiros políticos.

Como exemplo concreto e recente disso que estamos falando, citamos a representação eleitoral formulada durante nossa candidatura para Deputado Federal, na qual houve grande divulgação na imprensa e causou graves prejuízos – inclusive de ordem moral - à campanha, que poderia talvez ter outro resultado.

Naquela época afirmávamos que tudo não passava de uma estratégia da oposição, que com má-fé se aproveitavam das regras eleitorais, fazendo com que nossa candidatura ocorresse na situação de “INDEFERIDA COM RECURSO”. Esse era o objetivo deles.

Infelizmente, como dissemos, a Justiça tem seus prazos, muitas vezes lenta, e a oposição, conhecendo essas peculiaridades, se aproveita para fazer uso político dessa situação.

Utilizando-se também dos meios de comunicação sabedores que não conseguiam dar informações completas e corretas sobre o assunto aproveitaram para espalhar boatos e mentiras, confundindo o eleitor e chegando a afirmar que poderiam “perder o voto”.

Se a imprensa fosse ao menos mais responsável comprovaria com facilidade - pela farta jurisprudência sobre o assunto - que a representação não tinha bases reais de prosperar. Assim, se à época a notícia fosse dada de forma diferente muito provavelmente os prejuízos eleitorais seriam menores.

Pois bem, as eleições ocorreram no dia 05/10/14 e o resultado do julgamento, favorável à nossa candidatura, somente no dia 09/01/15. Ou seja, bem depois das eleições!

E aí é de se perguntar: - alguém viu alguma notícia que os votos recebidos na nossa campanha para Deputado Federal foram considerados válidos e a candidatura foi considerada, ao final, regular, como afirmávamos com segurança?

Não, não viu, por que a imprensa não noticiou absolutamente nada sobre o assunto!

Isso comprova, infelizmente, que a estratégia maldosa de nossa oposição foi vencedora!

Utilizando-se das normas, regras e prazos da Justiça Eleitoral, bem como da imprensa, conseguiram seu intento de causar danos e prejuízos à nossa campanha para Deputado Federal, e ainda hoje muitas pessoas desconhecem os acontecimentos posteriores, comprovando o que dissemos anteriormente que o “tempo da justiça” é diferente do “tempo eleitoral”. Sabendo disso, adversários e opositores se utilizam – e vão continuar a utilizar - desse fato para iludir e confundir a população e em especial os eleitores.

Aliás, nossa oposição utilizou estratégia semelhante na nossa eleição de 2004, quando inventaram uma história - falsa é claro - de compra de voto e pediram a impugnação de nossa candidatura a prefeito. Inventaram que foi tentado comprar um voto com um saco de cimento.

Qualquer dia falaremos desse caso também, numa demonstração adicional da utilização da justiça com má fé e propósitos eleitoreiros.

Fiquemos atentos com essa situação e com as pessoas que espalham boatos, inventam e reproduzem informações incompletas e parciais tentando enganar, confundir ou iludir o eleitor.

Percebam, também, que essas pessoas que mentem, espalham boatos e escondem a verdade normalmente estão associadas a outros candidatos e partidos, e estes sim não merecem o seu respeito e consideração.

sábado, 5 de setembro de 2015

ESCLARECIMENTOS SOBRE RECENTE DECISÃO JUDICIAL RELACIONADA À REFORMA DE APROXIMADAMENTE 90 PRÉDIOS DA PREFEITURA DE ITAPETININGA

Com respeito ao recente noticiário relativo ao processo judicial nº 1000695-18.2014.8.26.0269 que diz respeito às obras e serviços de reforma e adaptação para acessibilidade, por exemplo, executadas por meio do Pregão Presencial nº 60/2007 informamos que haverá recurso em função de flagrante erro na decisão judicial que foi baseada em premissas e argumentos equivocados e falsos por parte do MP - Ministério Público relacionadas à interpretação do significado e aplicação do BDI – Benefícios e Despesas Indiretas, normalmente aplicado em obras de engenharia. Após serão analisadas também medidas judiciais para reparar eventuais danos morais.

Quando assumimos o cargo de Prefeito em 2005 era comum a reclamação da falta de manutenção dos imóveis da Prefeitura, especialmente as escolas, creches, postos de saúde e outros que causavam transtornos aos usuários – crianças, alunos, pacientes, funcionários, etc.

Para agilizar e buscar uma solução eficiente para esse problema foi sugerida a realização de uma Ata de Registro de Preços que foi autorizada mediante um procedimento licitatório transparente, com a participação de diversas empresas, e que resultou na reforma, recuperação e adequação às condições de acessibilidade, conforme o caso, de perto de 90 (noventa) prédios, ocorrida entre os anos de 2007 e 2008.

É importante dizer que todo processo licitatório é bastante complexo, exigindo conhecimento técnico e jurídico, razão pela qual deles participam grande número de funcionários de diversos setores, incluindo advogados, engenheiros e outros técnicos especializados no assunto que nos assessoram e executam a maior parte das tarefas.

Todas as obras contratadas foram executadas e tiveram o acompanhamento e a fiscalização rigorosa da Secretaria de Obras, gestora daquele contrato, à época sob o comando do eng. Paulo Cezar Almeida, funcionário efetivo da Prefeitura, pessoa honesta e competente.

No caso desse Pregão Presencial que envolveu a reforma de 90 imóveis aproximadamente, em curto espaço de tempo o Ministério Público discute judicialmente questões legais como a forma de contratação e prorrogação do contrato, por exemplo, e inovou em apresentar conceito totalmente equivocado e falso sobre o significado e aplicação do BDI, que contaminou parte da imprensa e a sentença de 1ª instância.

A questão de aplicação do BDI é assunto eminentemente técnico, tratado no âmbito das profissões ligadas à área de engenharia e arquitetura e para entender corretamente o assunto é necessário a leitura completa do processo, e não de partes do mesmo.

Considerando as informações constantes do processo, incluindo o edital de Pregão Presencial, é possível afirmar com certeza que a Prefeitura, diferentemente do afirmado falsamente pelo MP, contratou as obras com economia nominal de 11% com relação à Tabela de Preços da FDE - Fundação para o Desenvolvimento da Educação, do Governo do Estado de São Paulo, ou seja, esse contrato permitiu a reforma e recuperação de muitos prédios públicos com grande economia de recursos financeiros.

Lamentamos que parte da imprensa haja de forma irresponsável explorando o assunto de forma parcial, incompleta e pouco aprofundada, sem a correta interpretação dos elementos constantes do processo, que tem quase 7.000 páginas, dando margem a interpretações equivocadas o que propicia danos irreparáveis à honra daqueles que tiveram seu nome injustamente relacionados à esse processo. Além disso, desrespeitam princípios da ética jornalística.

Aqueles que nos conhecem sabem de nossa seriedade e do nosso trabalho frente à Prefeitura de Itapetininga. Queremos, também, tranquilizar todos que nos motivam e incentivam a continuar na política que essa decisão judicial será anulada em função dos gravíssimos erros que contem!


Essa é a verdade!

Roberto Ramalho

Esclarecimento final sobre a votação para Deputado Federal-eleições 2014.


Em uma de nossas últimas postagens com o título "Esclarecimento sobre a votação-eleições 2014: número de votos", esclarecemos sobre a estratégia maldosa de nossa oposição e parte da imprensa relacionada à questão da impugnação de minha candidatura a Deputado Federal teve o claro intuito de confundir os eleitores. 


Mas, bem sabiam nossos opositores que há uma grande diferença entre o "tempo eleitoral" e o "tempo da justiça" e se utilizaram dessa defasagem de tempo para fazer valer seus propósitos malévolos.


Sempre afirmamos que os votos que recebêssemos para deputado federal seriam considerados e computados para todos os fins, devendo apenas aguardar a liberação do registro da candidatura pelo TSE, que esperávamos deveria ocorrer com a maior brevidade possível.


Tanto é verdade que a decisão final somente foi publicada em 09 de janeiro de 2015, portanto bem após as eleições, conforme ata a seguir:


Assim, fica a lição: não há limites para aqueles que encaram a política como negócio e que se utilizam da política para vantagens pessoais. Lembre-se daqueles que espalharam mentiras e tentaram iludir os eleitores e muito cuidado com eles, pois com certeza estarão aprontando de novo nas próximas eleições para prefeito e vereador!